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domingo, 28 de setembro de 2014

VITÓRIA NO PRIMEIRO TURNO ESTÁ POR UMA "PEÍNHA"

A pesquisa do Jornal da Paraíba, realizada pelo IPESPE, divulgada ontem, confirma o cenário de acirramento da campanha para governador, mas ainda há chances de uma vitória no primeiro turno.
Pela evolução dos números do instituto, o candidato Cássio Cunha Limacaiu cinco pontos em 47 dias, desde a última pesquisa, divulgada no dia 10 de agosto.
No mesmo período, o candidato Ricardo Coutinho cresceu 11 pontos percentuais.
Mantendo-se esse quadro, de diminuição de 0,34% ao dia, Cássio chegaria ao primeiro turno com 42,2% e Ricardo com 37,8%
Caso o candidato Vital do Rego mantenha a estabilidade das duas últimas pesquisas, com 3%, e os demais candidatos (Major Fábio, Tássio Teixeira e Antônio Radical), que não pontuaram na pesquisa, somem menos de 1,2% dos votos, será possível que a eleição acabe em primeiro turno, a favor de Cássio.
Os próximos dias serão decisivos para consolidar a curva de cada candidato e só fatos extraordinários podem causar mudanças bruscas nesse cenário.
Ainda haverá o último debate, na próxima terça-feira, e está prevista a divulgação de uma pesquisa do instituto 6Sigma, com números da semana passada, para a quarta-feira.
De uma forma ou de outra, a Paraíba deverá ter uma disputa acirrada e uma eleição emocionante.

sábado, 27 de setembro de 2014

Justiça proíbe ato contra Ricardo em João Pessoa, mas ato prossegue

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Estava previsto para acontecer na manhã deste sábado um ato contrário ao Governador Ricardo Coutinho. Organizado por servidores estaduais, o evento foi batizado de “Fora Governador”. O juiz eleitoral Ricardo da Costa Freitas, expressou em sua decisão que o ‘ato teria o claro propósito de desmerecer uma candidatura através de exposição ao rídiculo’.
Quatro viaturas e Policia Militar e 4 fiscais do TRE estão tentando cumprir a determinação. O presidente do Sindfisco Vitor Hugo foi intimado para cumprir a ordem judicial.
A estrutura que estava montada para o protesto está sendo desmontada, porém os servidores não querem deixar o local. Os fiscais estão determinando que os manifestantes retirem suas camisas por conter a frase "Fora Ditador".

Os manifestantes informaram que está mantida uma caminhada em defesa do serviço público e está batizada de “Fora Ditador”. Ainda está dentro do calendário de protestos dos servidores públicos estaduais, prevista para quarta-feira (1).

Será realizado o ato “RC mata o Serviço Público, inclusive com direito a caixão e até coroa de flores, conforme nota distribuída agora a pouco pela assessoria da entidade do funcionalismo do Estado.
O “velório” acontecerá no Parque Sólon de Lucena (Lagoa), às 8h. Em seguida, os servidores públicos se dirigirão à Praça João Pessoa, para a cerimônia final, o “enterro”, em frente ao Palácio da Redenção.
Da Redação
WSCOM Online

sábado, 14 de junho de 2014

Começam inscrições para concurso que oferece 233 vagas em prefeitura na Paraíba

A Prefeitura de Santa Luzia, a 260 km de João Pessoa, começou nesta segunda-feira (2) a inscrever para o concurso público que oferece 223 vagas para todos os níveis.

As remunerações vão de e R$ 680 a R$ 1 mil, de acordo com o grau de escolaridade e a jornada de trabalho, que pode ser de 20 ou 40 horas semanais.

Para inscrição, os candidatos devem acessar o site da organizadora e desembolsar R$ 50 ou R$ 90, conforme o cargo pretendido.

A prova escrita será aplicada no dia 17 de agosto e os locais e horários serão divulgados em outro momento.

O site da organizadora traz o edital completo.

Veja os pré-requisitos exigidos para cada cargo e nível de escolaridade:

- Nível Fundamental - Motorista (11 + 3 PNE), Merendeira (11 + 2 PNE), Auxiliar de Serviços Gerais (9 + 2 PNE), Porteiro (7 + 2 PNE), Vigilante (3 + 1 PNE), Operador de Máquinas Pesadas (2 + 1 PNE), Músico – Trombone Tenor de Vara Fino em Sib (3 + 1 PNE), Músico – Trompete em Sib (1 + 1 PNE), Música – Tuba Souza Fone em Sib (1 + 1 PNE), Música – Sax Tenor em Sib (1 + 1 PNE), Músico – Sax Alto em Mib (1), Músico – Sax Soprano Reto em Sib (1), Músico – Clarinete em Sib (1 + 1 PNE), Músico – Baterista (1) e Eletricista (1 + 1 PNE);

- Nível Médio/Técnico - Agente Administrativo (7 + 2 PNE), Fiscal de Vigilância Sanitária (1), Condutor Socorrista – SAMU (7 + 1 PNE), Agente Comunitário de Saúde (4), Auxiliar de Saúde Bucal (11 + 1 PNE), Técnico em Radiologia (1 + 1 PNE), Técnico em Farmácia (2 + 1 PNE), Técnico em Laboratório (3 + 1 PNE), Técnico em Enfermagem – ESF (6 + 1 PNE), Técnico em Enfermagem – SAMU (4 + 1 PNE), Técnico em Saúde Bucal – ESF (6 + 1 PNE), Facilitador de Oficina (9 + 1 PNE), Educador Social (2) e Orientador Social (1);

- Nível Superior - Psicóloga Educacional (1), Bibliotecário (1), Nutricionista (2), Intérprete de Libras (1), Pedagogo – Ensino Fundamental/Ensino Infantil (7 + 1 PNE), Fisioterapeuta (3 + 1 PNE), Psicólogo (5 + 2 PNE), Assistente Social (7 + 2 PNE), Educador Físico (1 + 1 PNE), Fonoaudiólogo (1), Odontólogo (1 + 1 PNE), Odontólogo ESF (6 + 1 PNE), Odontólogo Periodontista (1), Odontólogo Odontopediatra (1), Odontólogo Odontomaxilofacial (1), Enfermeiro – SAMU (9 + 1 PNE), Enfermeiro – ESF (6 + 1 PNE), Enfermeiro – Caps (1), Farmacêutico Bioquímico e Biomédico (1 + 1 PNE), Médico-veterinário (1), Tecnólogo em Radiologia (1), Educador em Saúde – PSE (1 + 1 PNE), Advogado (2) e Professor nas disciplinas de Inglês (1), História (1) e Ciências (1).



Da Redação com correio

terça-feira, 3 de junho de 2014

Detentos têm chance de estudar na PB; Programas educacionais beneficiam 1.708 reeducandos

Transformação social por meio da educação. Aprender a ler, escrever e se profissionalizar tem sido uma alternativa encontrada para 1.708 reeducandos que pretendem mudar de vida ao ganhar a liberdade. A ação, proporcionada pela Secretaria do Estado da Educação, por meio da Gerência Executiva da Educação de Jovens e Adultos, e da Secretaria de Administração Penitenciária, está presente em 36 unidades prisionais de 24 municípios paraibanos.

Entre os programas educacionais oferecidos está o Brasil Alfabetizado, do governo federal, que proporciona ao apenado a oportunidade de aprender a ler e escrever. Além deste, existe o Programa Nacional de Integração da Educação Profissional, com a Educação Básica na Modalidade de Jovens e Adultos (Proeja), que oferece aos detentos o acesso ao ensino médio e, posteriormente, a oportunidade de ingresso no ensino superior.

Há ainda o Projovem Prisional, que disponibiliza ensino fundamental e qualificação profissional aos apenados de 18 a 29 anos, que não concluíram o ensino fundamental.

Atualmente, esta modalidade está presente nos presídios Júlia Maranhão, Geraldo Beltrão e Sílvio Porto, em João Pessoa.

Os participantes recebem em conta uma bolsa auxílio no valor de R$ 100,00, mediante comprovação de frequência e disciplina nas aulas. Os cursos são voltados para a área de construção civil, como gesseiros, eletricista e auxiliar de pedreiro, que oportunizam alguns deles a exerceram as primeiras práticas dentro das próprias unidades prisionais.

O apenado Pablo Silva, de 18 anos, entrou no sistema prisional há apenas oito meses e decidiu retomar os estudos que havia deixado de lado junto com a profissão de garçom. “Eu quis ocupar meu tempo aqui dentro fazendo coisas construtivas que fossem me ajudar a ser um cidadão melhor. Não quero que a sociedade e nem minha família me vejam com discriminação, por isso estou estudando para fazer um curso técnico em edificações e depois uma graduação em construção civil, pois aqui dentro já faço pequenos reparos nessa área”.

A gerente executiva de Educação de Jovens e Adultos (EJA), Maria Oliveira de Moraes, lembrou do início da implantação da educação nos presídios. “Fizemos um diagnóstico nas unidades do Estado e sensibilizamos os gestores. Não houve resistência e hoje ampliamos os números de alunos e a evasão é mínima.

Das 86 prisões do Estado, a meta é alcançar 50 até o final do ano”, frisou.

Em João Pessoa, entre os presídios beneficiados está o Desembargador Sílvio Porto, no bairro de Mangabeira. O diretor da unidade, Major Lima, elogiou o trabalho desenvolvido e os benefícios trazidos. “Temos a segunda maior população carcerária do Estado e, ainda assim, muitos optam pela oportunidade de ressocialização”.

PROJETOS DE EDUCAÇÃO ADAPTADOS À ROTINA DO SISTEMA CARCERÁRIO

O ex-agente penitenciário João Wellington Ferreira, 45 anos, detido há cinco anos, voltou aos estudos e tornou-se monitor nas aulas de matemática. “O tempo passa e mesmo tendo os estudos completos é sempre bom se reciclar. Já estou inscrito no Enem, Prouni nos cursos de Administração e Processos Gerenciais, além do Sisu na lista de espera para Matemática e Turismo. Tenho esperança de ganhar a remissão de pena nos próximos meses e, de volta à família, vou retomar minha vida. Estudar é igual a andar de bicicleta: se parar, a gente cai. Sou consciente e devo muito ao apoio que tive da equipe de educação. Eles têm sempre uma palavra amiga e de otimismo.

Somos passíveis de erros, mas há correção ”, disse.

De acordo com a coordenadora de Educação do Sistema Prisional, professora Eliane Aquino, o ensino dentro dos presídios teve que se adaptar à rotina do sistema quanto ao período de visitas, escolta para saúde e até mesmo justiça. “A missão é árdua, mas aprendemos com cada profissional, agente penitenciário e inclusive com os apenados que eram desmotivados. Queremos ressocializá-los, transformá-los em seres humanos do bem e diminuir a reincidência de crimes. É uma experiência ímpar, em particular na minha vida profissional, mas gratificante e encorajadora, pois de jovens excluídos se tornam reintegrantes da vida em sociedade”.

A educação em presídios possui parcerias com a Secretaria da Administração Penitenciária e a Secretaria de Saúde e realizou em 2012 um projeto interdisciplinar de conscientização dos privados de liberdade para a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. As culminâncias dos projetos são realizadas através de oficinas e mostras culturais com a produção dos próprios reeducandos, cujos trabalhos de maior destaque compõem um portfólio referente ao projeto. A ideia dos portfólios é revelar o envolvimento da equipe e do corpo discente nas atividades educacionais das unidades prisionais.


Da Redação
com Jornal da Paraíba

Copa do Mundo antecipa metade do 13º salário dos servidores da PB para dia 10

O Governo do Estado antecipou para o dia 10 de junho o pagamento da metade do 13º salário dos servidores da administração direta e indireta. No programa semanal “Fala Governador” desta segunda-feira (2), o governador Ricardo Coutinho comentou que a Paraíba tem uma tradição forte nos festejos juninos e que este ano também acontece a Copa do Mundo de Futebol.

“O Estado só paga outras contas quando o dinheiro da folha de pessoal está garantido. Acho fundamental esse pagamento antecipado do 13º salário dos servidores porque de certa forma é um reinvestimento na própria economia. O pagamento será feito em função da Copa do Mundo, que começa dia 12 de junho, e dos festejos juninos”, explicou o governador.
Nos anos anteriores, essa primeira parcela do 13º salário era paga no dia 20 de junho.


Da Redação com portal correio

Começam inscrições para concurso que oferece 233 vagas em prefeitura na Paraíba

Santa Luzia
A Prefeitura de Santa Luzia, a 260 km de João Pessoa, começou nesta segunda-feira (2) a inscrever para o concurso público que oferece 223 vagas para todos os níveis.

As remunerações vão de e R$ 680 a R$ 1 mil, de acordo com o grau de escolaridade e a jornada de trabalho, que pode ser de 20 ou 40 horas semanais.

Para inscrição, os candidatos devem acessar o site da organizadora e desembolsar R$ 50 ou R$ 90, conforme o cargo pretendido.

A prova escrita será aplicada no dia 17 de agosto e os locais e horários serão divulgados em outro momento.

O site da organizadora traz o edital completo.

Veja os pré-requisitos exigidos para cada cargo e nível de escolaridade:

- Nível Fundamental - Motorista (11 + 3 PNE), Merendeira (11 + 2 PNE), Auxiliar de Serviços Gerais (9 + 2 PNE), Porteiro (7 + 2 PNE), Vigilante (3 + 1 PNE), Operador de Máquinas Pesadas (2 + 1 PNE), Músico – Trombone Tenor de Vara Fino em Sib (3 + 1 PNE), Músico – Trompete em Sib (1 + 1 PNE), Música – Tuba Souza Fone em Sib (1 + 1 PNE), Música – Sax Tenor em Sib (1 + 1 PNE), Músico – Sax Alto em Mib (1), Músico – Sax Soprano Reto em Sib (1), Músico – Clarinete em Sib (1 + 1 PNE), Músico – Baterista (1) e Eletricista (1 + 1 PNE);

- Nível Médio/Técnico - Agente Administrativo (7 + 2 PNE), Fiscal de Vigilância Sanitária (1), Condutor Socorrista – SAMU (7 + 1 PNE), Agente Comunitário de Saúde (4), Auxiliar de Saúde Bucal (11 + 1 PNE), Técnico em Radiologia (1 + 1 PNE), Técnico em Farmácia (2 + 1 PNE), Técnico em Laboratório (3 + 1 PNE), Técnico em Enfermagem – ESF (6 + 1 PNE), Técnico em Enfermagem – SAMU (4 + 1 PNE), Técnico em Saúde Bucal – ESF (6 + 1 PNE), Facilitador de Oficina (9 + 1 PNE), Educador Social (2) e Orientador Social (1);

- Nível Superior - Psicóloga Educacional (1), Bibliotecário (1), Nutricionista (2), Intérprete de Libras (1), Pedagogo – Ensino Fundamental/Ensino Infantil (7 + 1 PNE), Fisioterapeuta (3 + 1 PNE), Psicólogo (5 + 2 PNE), Assistente Social (7 + 2 PNE), Educador Físico (1 + 1 PNE), Fonoaudiólogo (1), Odontólogo (1 + 1 PNE), Odontólogo ESF (6 + 1 PNE), Odontólogo Periodontista (1), Odontólogo Odontopediatra (1), Odontólogo Odontomaxilofacial (1), Enfermeiro – SAMU (9 + 1 PNE), Enfermeiro – ESF (6 + 1 PNE), Enfermeiro – Caps (1), Farmacêutico Bioquímico e Biomédico (1 + 1 PNE), Médico-veterinário (1), Tecnólogo em Radiologia (1), Educador em Saúde – PSE (1 + 1 PNE), Advogado (2) e Professor nas disciplinas de Inglês (1), História (1) e Ciências (1).





Da Redação com correio

sábado, 31 de maio de 2014

Governo do Estado lança programação junina de Alagoa Nova e região

Um verdadeiro ‘arraiá’ montado no Centro Turístico de Tambaú, em João Pessoa, foi palco do lançamento da programação junina das principais festas da Paraíba. O evento foi uma promoção do Governo do Estado, por meio da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), em parceria com o Sebrae Paraíba e a Fecomércio.

“As festas juninas são um produto turístico que movimenta o setor nos segmentos da hotelaria, bares e restaurantes e transporte de vans”, afirmou a presidente da PBTur, Ruth Avelino.

O lançamento da programação das festas juninas faz parte do calendário de eventos da Paraíba. Representantes das cidades de todas as regiões do Estado, como o chamado Arraíá do Brejo – Bananeiras, Remígio, Solânea, Serraria, Alagoa Grande, Borborema, Belém e Alagoa Nova participaram da abertura na tarde desta sexta-feira (30). Também estiveram presentes os municípios de João Pessoa, Lucena, Baía da Traição, Lucena, Santa Rita, Bayeux, Pedras de Fogo, Queimadas, Campina Grande e o Memorial do Maior São João do Mundo, Puxinanã, São Mamede, Piancó e Sousa.

Os organizadores disponibilizaram estandes onde os representantes das prefeituras puderam distribuir material institucional, realizar apresentações de quadrilhas juninas e grupos folclóricos, além da degustação de comidas típicas. “A ideia do lançamento também é facilitar a interação com o público visitante, explicando de forma mais objetiva e direta o processo de criação dos eventos, suas características, as atrações e opções de hospedagem”, ressaltou a coordenadora de Eventos da PBTur, Juliana Jardim.

Para a presidente da PBTur, Ruth Avelino, a principal característica das festas juninas na Paraíba é a diversidade. “Nossa intenção é reunir os operadores de turismo e de receptivos, o trade turístico e os turistas num ambiente só, para ampliar o processo de divulgação das festas, e apresentar a todos as programações de cada cidade, com as suas atrações e peculiaridades”, enfatizou a executiva.

A presidente da estatal afirmou que os festejos juninos na Paraíba incrementam em 30% o fluxo de turistas no Estado. Segundo ela, por causa da grande divulgação implementada este ano, a estimativa é de que a ocupação hoteleira apresente alta de 10% em relação ao São João de 2013.

“Desde o mês de fevereiro estamos investindo na divulgação dos festejos juninas na Paraíba. Nas feiras por onde passamos vendemos o produto, mostramos painéis gigantes, porque o impacto desta festa na economia destes municípios é muito forte”, afirmou.


Secom Paraíba

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Em protesto contra a Copa do Mundo, o Fenômeno foi lembrado

Um dia após Ronaldo dizer que vândalos que estivessem em manifestação mereciam "um cacete", o ex-jogador foi alvo de manifestação no Rio de Janeiro. Em protesto contra a Copa do Mundo, o Fenômeno foi lembrado.

Eron Morais de Melo, manifestante que sempre acompanha os protestos no Rio de Janeiro vestido de Batman, levou um cartaz com a foto de Ronaldo, além de uma mensagem para o ex-jogador. 

"Você é que merece levar cacete", dizia a mensagem em português. Do outro lado, em inglês, o manifestante dizia que Ronaldo estava encorajando a violência contra o povo.

Questionado pela reportagem do UOL Esporte sobre o motivo do Fenômeno, Melo não poupou críticas ao ex-jogador.

"Eu acho que o Ronaldo vai conseguir superar o Pelé, que calado é um poeta. Não precisamos de ídolos como o Ronaldo. O Brasil não precisa ser campeão de futebol, precisa ser medalha de ouro em educação e saúde", disse o protético, que acompanha a manifestação com cinco pontos na cabeça, de uma agressão que recebeu em um protesto na última quarta-feira.

Na última quinta-feira, Ronaldo disse, em participação na sabatina do jornal Folha de S. Paulo, que era a favor das manifestações, mas afirmou que vândalos presentes nos protestos mereciam apanhar.

A manifestação no Rio de Janeiro começou com aproximadamente 300 pessoas reunidas na Cinelândia. Os manifestantes caminham pelas ruas do Centro em direção à prefeitura carioca pacificamente, fechando algumas vias.

Depois de chegar à prefeitura, o movimento encontrou com professores estaduais e municipais que fazem greve e também protestavam no local. Depois de meia hora, a manifestação contra a Copa voltou sentido Cinelândia, fechando uma faixa da avenida Presidente Vargas.

Apesar de não ter nenhum caso de violência, o retorno foi um pouco mais tenso, principalmente quando os policiais fechavam um círculo para revistar algum manifestante.

terça-feira, 27 de maio de 2014

Jornalismo cidadão e jornalismo diplomado, quem sobreviverá?

Por: Robson Elias

Como as empresas de comunicação estão lidando com o conglomerado de informações produzidas por pessoas “comuns”?

Jornalismo cidadão e,m protesto
O jornalismo de código aberto, cidadão, vem evoluindo com o advento das mídias digitais. O espaço antes restrito e controlado pelos grandes conglomerados empresariais, agora é livre e está à disposição de qualquer cidadão com acesso a rede. Tal acesso tem permitido ao povo uma interatividade em cadeia, de modo que instantaneamente qualquer fato tem virado notícia nos meios digitais antes mesmo que os meios de comunicação formalizados tomem conhecimento da informação. Caindo num verdadeiro paradoxo, as empresas de comunicação que deveriam informar, dar a notícia, passam a serem informadas, recebem as notícias e, quando as divulgam, acrescentam apenas o tom de credibilidade, pois todos já sabem e conhecem tais informações.

Naturalmente o meio evolutivo trouxe um novo meio de comunicação, a tecnologia e suas redes comunicativas acabaram com o paradigma estabelecido pelas grandes e pequenas corporações, outra forma de jornalismo se estabeleceu, o boca a boca virou notícia de “Face em Face” e deu propriedade, asas ou vida ao jornalismo cidadão. Não é para se espantar, mas o modelo de código aberto sempre foi usado pelos veículos de comunicação, no entanto, a empresa tinha o total controle acerca do que era divulgado. O surgimento de novas tecnologias com anexos como: redes sociais e microblogs aboliu definitivamente a dependência do cidadão comum dos veículos comunicacionais padrões. Dessa forma, perdendo terreno, competindo com comunicadores independentes, gente muitas vezes do povo que não tinha espaço para expressar sua opinião no meio existente, os grandes conglomerados comunicacionais abriram as portas a esse público. Hoje existem empresas com espaços privilegiados disponíveis a comunicação comunitária, não só na internet, mas também na comunicação áudio visual.

Como exemplos das afirmativas amplificadas acima é possível citar a Rede Correio de Comunicação, suas diversas plataformas estão desenhadas de maneira à interagir com o cidadão. Qualquer pessoa tem espaço garantido em qualquer interface da rede, seja através dos métodos mais remotos – telefone, cartas – ou através das novas tecnologias, redes sociais, site oficial ou microblogs. Com foco nesse novo modelo de jornalismo cidadão ou participativo, a Universidade Estadual de Campinas através do projeto original do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor), desenvolveu o site Observatório da imprensa – nele é possível, após um rápido cadastro, o envio de notícias, informações ou quaisquer que seja o interesse público – poderá ser amplamente divulgado neste meio comunicativo. Outra vertente perceptível na contemporaneidade é a adesão dos meios midiáticos televisivos ao jornalismo comunitário, constantemente os diversos programas exibidos diariamente em rede nacional têm proporcionado à participação de internautas através de “hashtag”, as opiniões e informações dos telespectadores têm espaço garantido nesses meios de comunicação de massa, os quais também estão disponibilizando seus ambientes virtuais para interação cidadã. Dessa forma, tais mídias usam as informações de pessoas comuns e formalizam as notícias, uma maneira inteligente de competir os milhões de publicações espalhadas nas diversas redes sociais.

A amplificação dos modelos de jornalismo de código aberto tem aumentado na medida em que surgem novas tecnologias. O advento do mundo digital abriu um número infinito de janelas para o desenvolvimento da modalidade e os cidadãos cada vez mais informatizados têm aproveitado esse espaço para interagir com as mídias mais poderosas. Portanto, hoje, mais do que nunca o cidadão sem formação alguma tem espaço garantido nos grandes conglomerados da comunicação; é inegável que a modalidade cidadã tem ganhado espaço e que os profissionais de carreira ao longo dos últimos anos vêm perdendo o título de jornalista, ou melhor, perdendo espaço, credibilidade e respeito diante de tantos “cidadãos jornalistas”, os quais muitas vezes sem a propriedade adequada para composição de uma matéria escrevem sem a devida obediência as normas e regras do jornalismo diplomado.

A conclusão obvia do momento é que o controle do lead está sob o comando do povo, as tecnologias e suas redes sociais ou de comunicação asseguram a manutenção desse controle. A vertente que o jornalismo formal tem seguido, tendenciosamente, tem agregado as postagens ou informações populares ao seu roteiro informativo. Em outras palavras é a seleção do que é útil em detrimento da construção de um jornalismo agradável, de certa forma o povo está sabendo que seu pensamento está sendo disseminado nos diversos conglomerados de mídia.


De Primeira-PB



Tudo pela metade. Falta até vaso nos banheiros dos estádios. Um fiasco?

Não tem mais jeito. A pouco mais de duas semanas para o início da Copa, a Fifa já não tem mais esperanças: vários estádios serão palco de jogos sem estar totalmente prontos.

Eis a lista de abacaxis que o torcedor que pagou caro pelo ingresso verá nas arenas, além das partidas: falta de pisos, azulejos, pias e até privadas nos banheiros; paredes sem pinturas, entulhos de obras etc.

A própria Fifa está tocando a obra em alguns estádios mais problemáticos, como o de Curitiba e Natal.

A 20 dias do início da Copa do Mundo, tudo indica que o torneio terá início sem que todas as obras previstas para sua realização fiquem prontas. Seja no entorno ou nas vias de acesso aos estádios, há atrasos em todas as cidades-sede do Mundial.

No Rio de Janeiro, os 39 km de corredores de ônibus da chamada Transcarioca ainda não estão prontos. A via vai ligar a Barra da Tijuca ao Aeroporto Internacional Tom Jobim. As obras começaram há três anos e a previsão de entrega é para o dia 1° de junho. Das 45 estações previstas no trajeto, apenas três estarão funcionando durante a Copa do Mundo. A estação de metrô Maracanã, que dará acesso direto ao estádio, também não ficou pronta.

Em Brasília, o entorno do estádio Mané Garrincha ainda é um canteiro de obras, com muita coisa por terminar. Parte do estacionamento nem foi asfaltada ainda e a calçada que deveria ligar o estádio aos hotéis próximos ainda está sendo construída.

Em Fortaleza, a reforma da avenida que liga a rede hoteleira ao estádio do Castelão, com a construção de três túneis e um viaduto só ficará pronta após o Mundial. Porto e aeroporto também não foram finalizados. Por onde o turista desembarcar, irá se deparar com obras inacabadas.

Em Belém, todas as obras de mobilidade estão atrasadas. Em Curitiba, a cidade e o estádio parecem um canteiro de obras. Em Manaus, o saguão do aeroporto está em obras. A previsão é que tudo fosse concluído em dezembro do ano passado.

No aeroporto de Confins, em Belo Horizonte, as obras que deveriam ser entregues foram paralisadas ou tiveram prazo para entrega prorrogado. O investimento incial previsto era de R$ 238 milhões, mas o valor atualizado já atinge a marca de R$ 430. Quase o dobro.

Em São Paulo, o entorno do Itaquerão é um verdadeiro canteiro de obras com calçadas inacabadas e ajustes por fazer no acesso ao estádio. Mas não é só o entorno que preocupa. As obras das arquibancadas provisórias ainda não estão prontas.

Em Pernambuco, as obras de mobilidade estão atrasadas, deixando os torcedores receosos. Nenhuma das paradas do BRT está em funcionamento. Em Porto Alegre, dez obras de mobilidade estão atrasadas. Em Salvador, o metrô será entregue a dois dias do primeiro jogo na capital baiana. Em Cuiabá, são 56 obras em execução, a maioria de mobilidade urbana. Mas somente a Arena Pantanal estará completamente concluída durante o Mundial.

Em Natal, o entorno da Arena das Dunas preocupa. A prefeitura diz que as obras estão 90% concluídas. As reformas nas calçadas são as mais atrasadas. Apenas 8% dos serviços estão finalizados.




Da Redação
com 180 graus

Pesquisadores já garantem que paraplégicos voltarão a andar em pouco tempo

Doze passos. Foi quanto andou na última quinta-feira um jovem paraplégico usando uma veste robótica comandada pelo cérebro, dentro dos laboratórios do Projeto Andar de Novo, em São Paulo. A experiência, liderada pelo cientista brasileiro Miguel Nicolelis, é um dos testes para uma demonstração pública do exoesqueleto, nome dado ao robô vestido pelo adolescente, que funciona como um esqueleto artificial externo. Na abertura da Copa do Mundo, em 12 de junho, um paraplégico usando a estrutura vai caminhar pelo gramado da Arena Corinthians e dará o primeiro pontapé do campeonato.

A exibição, que será vista por 70 000 pessoas no estádio e transmitida para todo o mundo, revela que, em pouco tempo, protótipos como o do Andar de Novo e outros avanços da ciência, como a pesquisa com células-tronco ou estímulos elétricos, terão saído dos laboratórios e farão pessoas que perderam o movimento das pernas caminhar pelas ruas. "Isso não é mais ficção científica. Em menos de dez anos, com o aperfeiçoamento de robôs e das pesquisas sobre os sinais cerebrais, os paraplégicos irão caminhar", diz o neurocientista Guy Chéron, da Universidade Livre de Bruxelas, na Bélgica.

Projeto brasileiro — Nicolelis, cientista da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, mobilizou uma equipe de 156 cientistas de 25 países e recebeu 33 milhões de reais do governo federal brasileiro para viabilizar a demonstração no Mundial. O projeto, lançado em 2011, é composto de um robô que deve ser feito de metal leve e operado por mecânica hidráulica, conectado a uma touca repleta de eletrodos de eletroencefalograma (EEG) vestida pela pessoa que vai usar a máquina. Para fazê-la andar, os sinais enviados pelo cérebro seriam captados pelos eletrodos e enviados a um computador nas costas do robô. Ali, eles devem ser traduzidos e transformados em comandos como "mover o pé direito" ou "chutar". O sistema, chamado interface cérebro-máquina (ICM), transforma as intenções do cérebro em movimento.

Oito pessoas estão participando dos testes, que começaram em novembro e estão sendo divulgados em uma página do Facebook. Uma das novidades anunciadas pelos cientistas que projetaram a estrutura, que pesa entre 50 e 70 quilos, é que ela faz os jovens sentirem a sensação de contato com o solo, como se ele fosse percebido pelos pés. Sensores acoplados aos pés do robô enganam a mente, passando a informação da proximidade do chão como se ela viesse do corpo. Com isso, a ideia da equipe responsável pelo projeto (que não respondeu às solicitações de entrevista) é que o exoesqueleto seja compreendido pelo cérebro e controlado como se fosse mais um membro do organismo.

Exoesqueletos pelo mundo — Em vários países, há diferentes tipos de exoesqueletos que vêm sendo desenvolvidos por equipes independentes para restaurar a mobilidade de pessoas que perderam os movimentos das pernas. O primeiro deles, uma máquina ambulante adaptada aos movimentos humanos, foi construído na década de 1960, pelo Pentágono americano. O traje pretendia aumentar a força dos soldados, mas foi abandonado por suas limitações — pesava mais de 500 quilos.

Há pouco mais de uma década, o interesse científico pelos exoesqueletos migrou das pesquisas militares para os estudos médicos, procurando melhorar o cotidiano de pessoas com restrições nos movimentos. A ampliação das capacidades humanas promovida por esses robôs é o objetivo de sistemas como o HAL (Hybrid Assistive Limb, em português Membro Híbrido de Apoio), desenvolvido por Yoshiyuki Sankai, professor da Universidade de Tsukuba, no Japão, desde 2004, ou do ReWalk, criado pelo engenheiro israelense Amit Goffer e à venda desde 2012.





Construído a partir de pesquisas em robótica, esses exoesqueletos auxiliam pessoas que tenham sofrido paralisias parciais ou lesões que impossibilitam o movimento sem apoio. O HAL é feito com pequenos sensores no interior de sua estrutura, que percebem o quanto de pressão é exercida no aparelho e multiplicam essa força — por isso, é preciso ter algum controle do movimento das pernas. O ReWalk pode ser usado por paraplégicos que tenham intactos os movimentos dos braços: seus sensores de movimento apoiam os passos e ajudam a direcionar a direção da caminhada — no entanto, ele exige o uso de muletas que equilibram a marcha.

Junto a esses, existem pelo menos outros quatro tipos de exoesqueletos, desenvolvidos por empresas e universidades diferentes em países como Estados Unidos, Austrália e Holanda, que ajudam a devolver a mobilidade de pessoas que perderam os movimentos das pernas. O grande avanço, entretanto, chegou há pouco menos de cinco anos, quando neurocientistas perceberam que o cérebro, em vez dos braços, poderia comandar os robôs.

"A pesquisa com os exoesqueletos começou sem o conhecimento da neurociência, na área da robótica. No entanto, alguns protótipos foram muito bem-sucedidos e inspiraram o desenvolvimento de interfaces com o cérebro que pudessem controlar seus movimentos", explica o português Antonio Espingardeiro, especialista em robótica e automação da Universidade de Salford, na Inglaterra, e membro do IEEE, associação internacional fundada em 1884 para promover o avanço tecnológico. Nesse momento, os cientistas perceberam que poderiam unir o conhecimento das interfaces cérebro-máquina aos exoesqueletos.

Voltando a andar — Em novembro 2013, o americano Gene Alford levantou-se de sua cadeira de rodas e, pela primeira vez em seis anos, caminhou. Usando uma touca coberta por sensores de encefalograma conectada a um exoesqueleto robótico, o cirurgião plástico, paraplégico desde dezembro de 2007 por causa de um acidente, passeou pelo laboratório da Universidade de Houston, no Texas. "A sensação foi de uma grande felicidade por saber que há um futuro no qual poderemos voltar a andar. Um futuro muito brilhante e que está próximo de se concretizar", diz Alford, hoje anos 54 anos.

Desde que perdeu o movimento das pernas, ele se movimenta com o apoio de uma cadeira de rodas. Em 2012, conheceu o neurocientista José Contreras-Vidal, diretor do laboratório de interface cérebro-máquina da Universidade de Houston e, no ano seguinte, começou a testar o robô operado pelo cérebro desenvolvido por sua equipe de cientistas. O sistema é uma combinação entre sensores de EEG que, traduzidos por um sistema de computador, são capazes de operar diferentes exoesqueletos, como o Rex, da Nova Zelândia, o Nasa X1, da agência espacial americana, ou o H2, desenvolvido por uma equipe de cientistas europeus.

"É como uma máquina que você controla. Os movimentos são mecânicos e, como não sinto as pernas, não há a sensação de que os movimentos são meus. Ainda assim, só o fato de não estar sentado em uma cadeira e poder olhar as pessoas de pé, na mesma altura que elas, já torna a experiência incrível", diz Alford. "Só não sairia nas ruas com ele porque é muito lento e ainda não consegue substituir uma cadeira de rodas."

Para usar o dispositivo controlado pelo cérebro, Alford teve os sinais de seu cérebro mapeados pelo laboratório. Os cientistas desvendaram os padrões cerebrais para comandos como "andar" ou "parar", que seriam transmitidos ao computador. É com eles que o cirurgião comanda o robô. "Se estou muito cansado ou distraído, a máquina não funciona tão bem. É preciso se concentrar nos movimentos e não dá para pensar em outras coisas enquanto estou andando", diz o médico.

Mente e máquina — As pesquisas em exoesqueletos operados por interfaces cérebro-máquina estão concentradas atualmente em duas frentes: o aperfeiçoamento dos robôs, para que se tornem mais rápidos e com movimentos semelhantes aos humanos; e a melhora da qualidade da captação e mapeamento dos sinais cerebrais. O objetivo é tornar a tecnologia mais fácil de ser operada por paraplégicos, para que eles possam usar o aparelho sem a ajuda de ninguém.

"Decodificamos dezessete padrões de atividade cerebral com o EEG. Mais que os movimentos simples, como ir para a frente ou para trás, também estamos testando movimentos mais sutis e complexos das pernas, ditados pelo cérebro", diz Contreras-Vidal. "Além disso, estamos trabalhando com pessoas que sofreram lesões totais de medula e vítimas de derrame que perderam os movimentos."

O sistema que está sendo desenvolvido na Universidade de Houston desde 2004 é um dos poucos que poderia auxiliar tetraplégicos — a paralisia mais difícil de ser superada pelos médicos. De acordo com os cientistas, a interface cérebro-máquina, ao ser usada constantemente pelos pacientes, vai refinando os padrões cerebrais e tornando a tarefa de reaprender a andar cada vez mais simples — e, talvez, sem o uso de robôs. "Essa plasticidade do cérebro poderia, potencialmente, disparar o crescimento de novos caminhos ligando o cérebro e a medula, melhorando e restaurando a capacidade de andar", diz Contreras-Vidal.

Robô aprimorado — Na Europa, o projeto MindWalker mobiliza sete instituições de engenharia e neurociência para desenvolver um exoesqueleto comandado pela mente capaz de fazer pessoas com lesões medulares voltarem a andar pelas ruas. O protótipo desenvolvido desde 2010 e financiado pela Comissão Europeia (foram cerca de 8,5 milhões de reais) é semelhante ao de Contreras-Vidal e Nicolelis: sensores de EEG que, por meio de uma interface cérebro-máquina, comandam um exoesqueleto que poderá ser usado por paraplégicos.

A principal diferença que o robô que está sendo feito no Brasil deve trazer, além dos materiais com que será construído e do sistema usado para traduzir os sinais cerebrais, seria o conjunto de sensores que passam a sensação de toque no chão ao cérebro do paraplégico, como se ele fosse uma pisada real. "Certamente é um tipo diferente de exoesqueleto, mas, como nada foi publicado ainda, é impossível saber suas características", diz Contreras-Vidal. "Acredito que essa tecnologia, no geral, pode ajudar pessoas com lesão medular não só fazendo com que voltem a andar, mas também trazendo benefícios para a saúde vascular, o sistema urinário e a pele."

Para operar qualquer um desses três exoequeletos é necessário que a mente aprenda, antes, a melhor forma de controlá-lo. "Oito pessoas participaram dos testes do MindWalker, que incluem um exercício de cerca de meia hora para treinar o cérebro a enviar os sinais certos ao robô", explica o neurocientista Guy Chéron, da Universidade Livre de Bruxelas, na Bélgica, responsável por uma das equipes do projeto. "Ele funciona bem, mas agora estamos trabalhando para que ele seja mais veloz e para que os pacientes possam operá-lo sem a ajuda de médicos ou enfermeiros."

A principal dificuldade dos cientistas é usar os sinais cerebrais certos para comandar a máquina. Sensores de EEG são úteis porque captam uma área grande do cérebro. Recebem, porém, interferências de estímulos elétricos como os feitos pelos músculos da cabeça ou de outros pensamentos que não são apenas os de movimentos.

"Ainda precisamos melhorar a captação desses sinais. Ou usar outros tipos de estímulo que não passem pelo cérebro, como os fornecidos pelos músculos do braço. Trabalhamos também com um protótipo que usa o balanço dos braços, que acompanha a caminhada, para estimular a marcha do robô. Isso funciona muito bem para paraplégicos e deve estar pronto em, no máximo, dois anos", diz Chéron.

Implantes neuronais — Outra opção para o comando de próteses e exoesqueletos, considerada pelos cientistas, é o uso de implantes cerebrais. Colocados sob o crânio, eles teriam a vantagem de receber os sinais de um grupo grande de neurônios de maneira mais direta e com menos interferências. Em maio de 2012, um artigo publicado na revista Nature descreveu a experiência de Cathy, uma mulher tetraplégica há quinze anos que, usando um implante no cérebro, moveu um braço robótico para pegar um copo de café sobre uma mesa, beber o líquido e devolvê-lo.

Feita por um time de cientistas das universidades Brown e Stanford, nos Estados Unidos, a pesquisa mostrou que, pelo poder do pensamento, pessoas paralisadas há muito tempo são capazes de fazer movimentos refinados. "O paciente enviou para o braço robótico sinais de como mexer o braço, abrir e fechar a mão. Mas decidir a quantidade de informações que queremos decodificar do cérebro e o quanto o robô vai captá-la ainda é um campo muito interessante de pesquisas", diz Leigh Hochberg, professor da Universidade Brown e um dos autores do artigo da Nature.

Implantes cerebrais, entretanto, são considerados por alguns médicos uma técnica muito invasiva, já que depende de uma neurocirurgia para ser implantada. Além disso, pode causar infecções e tem uma durabilidade finita — em alguns meses, forma-se uma cicatriz que faz com que ele pare de funcionar. Na Universidade Brown, nove pessoas receberam os implantes e estão fazendo testes que mostrem sua viabilidade para restaurar os movimentos.

"Por enquanto, estamos aperfeiçoando os implantes, tentando torná-los wireless, e buscando maneiras de dispensar o uso do robô e fazer o cérebro enviar mensagens diretas para os músculos", afirma Hochberg.

Caminhada do futuro — Para grande parte dos pesquisadores envolvidos em projetos para restaurar a mobilidade de paraplégicos ou tetraplégicos, o futuro estará, provavelmente, em uma combinação de todas essas técnicas que estão sendo desenvolvidas pelo globo.

"A solução mais provável para que pessoas com paralisia voltem a andar deve ser um exoesqueleto que usa diferentes tipos de sensores capazes de captar todas as informações do corpo necessárias para andar. Alguns sensores de EEG ou implantes neuronais, mas também vários outros além dos cerebrais", afirma o neurocientista Daniel Ferris, professor da Universidade de Michigan. "Até agora, todos os exoesqueletos ainda são protótipos. Mas, no futuro, eles devem sair dos laboratórios."




Da Redação
com 180 graus

GPS de celular ajuda PM prender quadrilha de assaltantes em Campina Grande

O GPS de um celular ajudou a Polícia Militar do 2º BPM a prender quatro homens suspeitos de assaltos a residências de bairros nobres de Campina Grande. As prisões aconteceram na noite dessa segunda-feira (26).
De acordo com informações do Centro Integrado de Operações Policiais da cidade, um homem ligou para o Ciop informando que sua residência havia sido assaltada por quatro bandidos, no bairro do Alto Branco. Ele informou aos policiais que os bandidos fizeram sua família de refém e depois fugiram para um matagal levando vários objetos da casa.
Após alguns minutos, a vítima informou para polícia a localização do celular através do GPS, que estavam no bairro da Glória. Sargento Lino do 2º BPM conseguiu prender dois de 18 anos, 20 e 24 anos.
Eles foram encaminhados para Central de Polícia de Campina Grande.




Da Redação com correio

Manifestação contra a Copa termina em confronto próximo ao Mané Garrincha

Toda a área em volta do estádio está isolada e o trânsito das vias próximas foi desviado; foram lançadas balas de borracha, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo
BRASÍLIA - Cerca de 2 mil pessoas que marchavam em direção ao Estádio Nacional Mané Garrincha entraram em confronto com a Tropa de Choque e a Cavalaria da Polícia Militar do Distrito Federal na tarde desta terça-feira, 27. A manifestação, que contava com o apoio de centenas de indígenas saiu da Rodoviária do Plano Piloto, mas foi cercada pelo efetivo policial ao chegar próximo à Torre de TV, há cerca de 100 metros da arena que receberá sete partidas da Copa do Mundo de 2014.

A marcha era pacífica e os manifestantes gritavam palavras de ordem com a Fifa e a realização do Mundial, até que, ao serem cercados pelos policiais, alguns indígenas avançaram sobre os cavalos que bloqueavam as pistas do Eixo Monumental. A Tropa de Choque então respondeu com balas de borracha, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo.

Toda a área em volta do estádio está isolada e o trânsito das vias próximas foi desviado. Até as 17h45, não havia registro de feridos.

Mais cedo, outros grupos indígenas fizeram um protesto próximo ao Congresso Nacional pedindo maior rapidez no processo de demarcação de terras.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Sine-PB seleciona 120 profissionais para trabalhar na fábrica da Fiat

O Sistema Nacional de Emprego na Paraíba (Sine-PB) está selecionando 120 profissionais para trabalhar na Fábrica da Fiat, localizada na Zona da Mata do Norte do Estado de Pernambuco, na divisa com a Paraíba. Os interessados devem procurar a sede do programa, que fica na Rua Duque de Caxias, 305, no Centro de João Pessoa.

Os cargos em destaque são nas áreas de mecânico de refrigeração, soldador e serralheiro industrial, com 90 vagas disponíveis, sendo 30 destinadas para cada um desses segmentos.

As funções de mecânico montador e eletricista também estão com vagas abertas. As 15 ofertas para eletricistas exigem que o profissional esteja capacitado com o curso NR-10, enquanto os 15 trabalhadores que serão selecionados para o serviço de mecânico montador precisam comprovar experiência na área de atuação.

Outros setores - O Sine-PB também está oferecendo mais 141 vagas em outros campos de atuação. As funções que possuem o maior número de ofertas são a de ajudante de carga e descarga, com 12 oportunidades, e técnico de enfermagem, com 20.

As ofertas variam de acordo com a necessidade dos empregadores, podendo exigir experiência prévia na área de atuação ou opções para primeiro emprego.

O programa é desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio das ações da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Humano (Sedh) e o candidato deve apresentar documentos pessoais, a exemplo de RG, CPF, currículo e carteira de trabalho.


Confira abaixo as oportunidades:


03-ADVOGADO.(Estagiário a partir do 6ª período)

12-AJUDANTE DE CARGA E DESCARGA.C/EXP

02-ASSISTENTE DE LOGÍSTICA DE TRANSPORTE.C/EXP

04-AUXILIAR DE CABELEIREIRO. C/EXP

02-AUXILIAR DE COZINHA. C/EXP

01-AUXILIAR DE RADIOLOGIA(Revelação Fotográfica)

01-AUXILIAR DE SERIGRAFIA.C/EXP

01-AUXILIAR DE JARDINAGEM.C/EXP

01-AUXILIAR DE LAVANDERIA(Portador de Deficiência)

01-AUXILIAR DE ELETROTÉCNICO. C/EXP

01-AÇOUGUEIRO DESOSSADOR. C/EXP

01-AJUDANTE DE FERREIRO. C/EXP

01-ANALISTA DE RECURSOS HUMANOS. C/EXP

01-ARMADOR DE FERRO. C/EXP

01-ASSISTENTE DE VENDAS. C/EXP

01-AUXILIAR DE ENFERMAGEM DO TRABALHO.C/EXP

08-ATENDENTE DE FARMACIA BALCONISTA-C/EXP

05-AUXILIAR DE LINHA DE PRODUÇÃO. (Portador de Deficiência)

05-CABELEIREIRO. C/EXP

01-COMPRADOR.C/EXP

01-COZINHEIRO.C/EXP

10-ELETRICISTA DE ALTA E BAIXA TENSÃO. C/EXP

02-ESTÉTICISTA. C/EXP OU CURSO

04-FARMACÊUTICO. C/EXP

01-FOTOGRÁFO. C/EXP

02-GARÇOM. C/EXP OU CURSO

01-GEÓGRAFO.C/EXP

01-GERENTE DE LOJA E SUPERMERCADO. C/EXP

01-GERENTE DE RESTAURANTE. C/EXP

01-IMPRESSOR (SERIGRÁFISTA)C/EXP

01-JARDINEIRO. C/EXP

01-LABORATORISTA DE SOLOS.C/EXP

01-MOTORISTA DE AMBULÂNCIA.(Portador de Deficiência)

10-MANICURE. C/EXP OU CURSO

02-MANOBRISTA. C/EXP

03-MARCENEIRO. C/EXP

01-MONTADOR DE MOVÉIS. C/EXP OU PRÁTICA

01-MONITOR DE TELEATENDIMENTO. C/EXP

01-MECÂNICO DE MOTOCICLETAS. C/EXP

01-MECÂNICO DE SUSPENSÃO. C/EXP

02-MECANICO DE MANUTENÇÃO DE AUTOMOVÉIS. C/EXP

01-OPERADOR DE BETONEIRA. C/EXP

01-PASSADEIRA DE PEÇAS CONFECCIONADAS.C/EXP

01-PASTELEIRO. C/EXP

01-REVELADOR DE FILMES FOTOGRÁFICOS. C/EXP

01-SUBGERENTE DE LOJA.C/EXP

01-SERIGRAFISTA. C/EXP

01-SERRALHEIRO DE ALUMINIO.C/EXP

02-SUSHIMAN. C/EXP

20-TÉCNICO DE ENFERMAGEM. C/EXP

01-TÉCNICO DE EDFICAÇÕES. C/EXP

02-TÉCNICO DE REFRIGERAÇÃO. C/EXP

08-VENDEDOR PRACISTA. C/S/EXP





Redação com Assessoria

domingo, 25 de maio de 2014

Palmas para o Brasil: Comissão da Câmara aprova Lei da Palmada

Acordo com bancada evangélica alterou redação e permitiu aprovação
Projeto, que agora homenageia menino morto no RS, vai para o Senado
A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou nesta quarta-feira (21), após acordo entre parlamentares, a chamada Lei da Palmada, rebatizada Lei Menino Bernardo, em homenagem a Bernardo Boldrini, morto no Rio Grande do Sul com uma injeção letal – o pai, a madrasta e uma assistente social foram indiciados pelo crime em 13 de maio.

A proposta proíbe pais e responsáveis legais por crianças e adolescentes de baterem nos menores de 18 anos. Aprovada em caráter terminativo, seguirá diretamente para análise pelo Senado, sem necessidade de votação no plenário da Câmara.

O projeto prevê que os pais que agredirem fisicamente os filhos devem ser encaminhados a cursos de orientação e a tratamento psicológico ou psiquiátrico, além de receberem advertência. A matéria não especifica que tipo de advertência pode ser aplicada aos responsáveis. As crianças e os adolescentes agredidos, segundo a proposta, passam a ser encaminhados para atendimento especializado.

O texto altera o Estatuto da Criança e do Adolescente para incluir trecho que estabelece que os menores de 18 anos têm o direito de serem "educados e cuidados sem o uso de castigo físico ou de tratamento cruel ou degradante" como formas de correção ou disciplina.

O acordo que permitiu a aprovação foi costurado no gabinete do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-AL). A necessidade de entendimento foi motivada pela discordância da bancada evangélica em relação à definição do termo “castigo físico”.

Para viabilizar a aprovação, o relator, deputado Alessandro Molon (PT-RJ), concordou em alterar a definição, especificando tratar-se de “ação de natureza disciplinar com uso da força física que resulte em sofrimento físico ou lesão à criança ou adolescente”. A definição anterior falava em “sofrimento”, sem o termo “físico” logo em seguida. 

“Foi uma pequena mudança para explicitar que o sofrimento em questão é o sofrimento físico. Havia uma impressão de que apenas a palavra sofrimento não traduzia aquilo que tinha sido debatido”, disse.

O deputado Marcus Rogério (PDT-RO), um dos representantes da bancada evangélica que mais demonstrou rejeição ao projeto, participou da reunião com Henrique Alves e saiu do encontro defendendo o acordo firmado.

“Decidimos votar fazendo a mudança apenas na definição de ‘castigo físico’. Do jeito que a lei tinha sido construída qualquer correção que vá aplicar pode ser considerada castigo. A definição era muito aberta. Falava-se em ação que causasse sofrimento. Mas que tipo de sofrimento?”, indagou o deputado.

Xuxa
Para Alessandro Molon, a presença da apresentadora Xuxa Meneghel na sessão da CCJ pela manhã foi importante para “jogar luz” sobre o projeto e viabilizar o acordo.

“Não tenho dúvida de que a presença da apresentadora Xuxa foi importante. Há anos que a CCJ tenta reiteradamente votar essa proposta”, afirmou.

Após participar de sessão na CCJ, Xuxa visitou o Disque 100 – centro que coleta por telefone denúncias de violação aos direitos humanos e faz orientações a agredidos, incluindo crianças e adolescentes.

Ela afirmou que é preciso proteger as crianças e garantir que elas tenham os mesmos direitos que os adultos em casos de agressão.

“Hoje, os pais têm o direito de fazer o que quiser [com os filhos]. A gente quer que a criança tenha os mesmos direitos dos adultos. Se eu bater em você, eu posso ser presa, é agressão, física ou psicológica. Com a criança, não. Ela pode ouvir que não vale nada, que não presta, e apanhar em nome da educação”, declarou. “Muitas pessoas que batem falam ‘eu não espanco, eu só bato’. E depois você vê que ela dá beliscão, espanca, o que pode levar à morte.”

De acordo com a Secretaria de Direitos Humanos, pasta responsável pelo Disque 100, a central recebeu 124.094 denúncias de agressão contra crianças em 2013. Em 2012, foram 130.033 ligações, enquanto em 2012 foram 96.474. As denúncias incluem violência, exploração de menores, abuso sexual, trabalho forçado, negligência e violência psicológica.

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